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Departamento de Ciência Política

Universidade Federal Fluminense

Disciplinas Optativas de Teoria Política

Teoria Política e Jurisprudência
Com esta disciplina se visa dar atenção ao fenômeno jurídico em suas muitas acepções. Tanto no que concerne à crítica da violência, quanto à teoria do direito. São desenvolvidas investigações atentam à dinâmica interna das instituições judiciárias, aos novos movimentos de intelectualidade jurídica e remonte à história do positivismo legal na Inglaterra e na Alemanha.

Teoria Política e Estética
Esta disciplina concerne à investigação de problemas estéticos sob a tradição intelectual da filosofia política. Ela também se destina a percepção da capacidade de enunciação política em obras de arte. Essas questões podem ser desenvolvidas em programas de curso tanto no que concerne ao debates de filosofia clássica, quanto para as relações mais explícitas no pensamento moderno e contemporâneo.

Teoria Política e Linguagem
Esta ementa abre oportunidade para o trabalho com questões clássicas da filosofia da linguagem. Mais especificamente serão privilegiados autores que exploram analiticamente os conceitos de política e direito pela perspectiva da linguagem ordinária. Nessa ementa também são previstas as possibilidades de exploração da historiografia de orientação analítica.

Teoria Política e Pensamento Político Brasileiro
Nesta disciplina podem ser desenvolvidas questões de história do pensamento político brasileiro. Contudo não são olvidadas as abordagens conceituais ao que se poderia denominar de problemas propostos pela tradição brasileira. Não só poderão ser estruturadas ementas expositivas de linhagens, como poderão ser investigadas proposituras conceituais de modo transversal aos autores. Além disso, a disciplina contempla as preocupações da chamada Interpretação do Brasil e as tendências de construtivismo abstrato.

Teoria Política e Conhecimento
Por esta ementa podem ser desenvolvidos cursos que tratem da história da teoria do conhecimento e a sua relação com a filosofia política. Mormente demonstrando o fato como asserções sobre a natureza da política são dependentes de epistemologias de base. Além disso, a ementa prevê o estudo de narrativas sobre o construtivismo político, mostrando estratégias teóricas de fundamento ou de fundação.

Teoria Política e Ceticismo
Esta disciplina concerne à investigação da tradição intelectual do ceticismo antigo, moderno e iniciativas contemporâneas. O programa de curso pode indicar abordagens transversais na história do ceticismo ou aprofundar em temáticas mais específicas. A possibilidade de se dialogar com outras expressões de pensamento não-céticas também é incentivada, bem como, a pesquisa de elementos céticos em pensamentos não-céticos.

Interpretações do Brasil I
A disciplina pretende considerar a associação entre invenção e interpretação no campo do pensamento político brasileiro. Para tal propõe o estudo dos autores centrais da tradição política brasileira, do Império até os anos cinqüenta, com o debate aberto pelo ISEB, em torno do nacionalismo e do desenvolvimentismo.

Interpretações do Brasil II
O curso pretende considerar a transição paradigmática ocorrida entre os campos do pensamento político brasileiro para o da ciência política, a partir das décadas de 1970 e 1980. Pretende analisar a progressiva transformação do conhecimento político no país na direção de narrativas fundadas na autonomia da política e na aproximação com o neo-institucionalismo. Pretende, ainda, considerar esforços alternativos, voltados para o tratamento de temas da agenda política contemporânea, fora dos marcos da ciência política mainstream.

Alternativas Institucionais Contemporâneas
O objetivo da disciplina é estudar as instituições como a organização construída da sociedade. Nesta perspectiva o intuito é enfrentar e aproveitar a relação entre o entendimento do existente e a imaginação do possível. Entre os temas institucionais a serem tratados, todos serão abordados tanto do ponto vista da compreensão do repertório institucional estabelecido como do ponto de vista das alternativas institucionais. A genealogia das institucionais desembocará na análise das alternativas institucionais. a) Formas de governo. Natureza e efeitos das formas de governo que hoje existem no mundo, especialmente o presidencialismo clássico americano e o regime parlamentar. Importância de desvincular o princípio liberal de fragmentação do poder do princípio conservador de desaceleração da política. Inovações institucionais destinadas a elevar a “temperatura” da política: o grau de mobilização política organizada, de forma a evitar a escolha entre política institucional anti-transformadora e política transformadora anti-institucional. Inovações institucionais desenhadas para superar prontamente os impasses de poder, sem diluição das garantias individuais. Como organizar forma de vida política que torne as mudanças menos dependentes das crises. b) Organização institucional da economia de mercado. Uma das premissas, a ser testada e desdobrada nas discussões, será que uma economia de mercado pode revestir formas institucionais radicalmente diferentes, com conseqüências para a distribuição do poder, da riqueza e da renda. Uma hipótese a ser investigada é que não se torna uma economia de mercado mais includente sem reconstruir as instituições que a definem. Algumas das inovações institucionais requeridas ampliariam, por exemplo, o rol de formas de relacionamento e de coordenação entre governos e empresas. E poderiam dar ensejo a regimes variados de propriedade (e de contrato), que passariam a coexistir experimentalmente dentro da mesma ordem social.

Estrutura e Instituições no Pensamento Brasileiro
O objetivo do curso é revitalizar prática característica de uma tradição de pensamento político e social clássico brasileiro que sempre procurou ligar o estudo da estrutura social brasileira com o estudo das nossas instituições, compreendendo-as como organicamente ligadas. A análise das estruturas informa a compreensão dos caminhos institucionais. O trato das instituições, ao focar as oportunidades e imperativos de reconstrução institucional, instiga a enxergar com novos olhos as estruturas. O eixo da disciplina, portanto, será a combinação de mobilização de nossa tradição intelectual com abordagens contemporâneas para o estudo do Brasil atual, tendo como pano de fundo as mudanças ocorridas das últimas décadas. O esforço para entender e para reimaginar o Brasil poderá ajudar os participantes das discussões a inovar nos métodos e nas idéias.

Teoria Política e Direito: o Estado penal no Brasil
Esta disciplina pretende estabelecer algumas interfaces necessárias entre a Teoria Política e o Direito no que concerne às análises acerca do Estado penal no Brasil. Pretende-se refletir, portanto, tendo como alicerce fundamental, a Teoria Política, a respeito da existência de uma cultura punitiva, que perpassa o Estado penal, sob a perspectiva de uma longa duração, muito particularmente presente na formação social brasileira. Objetiva-se discutir sobre o populismo penal na contemporaneidade, que sacraliza a pena enquanto solução dos conflitos sociais. Busca-se também, a partir das interfaces estabelecidas entre a Teoria Política e o Direito, trazer as contribuições da Sociologia, História e Criminologia no que tange precisamente ao objeto específico desta disciplina.

Teorias Democráticas Contemporâneas
O curso tem por objetivo introduzir desenvolvimentos recentes da teoria democrática, a partir de uma breve apresentação dos principais problemas e dilemas teóricos presentes no campo, especialmente os relacionados ao desiderato de igualdade política frente aos desafios colocados por desigualdades sócio-econômicas, diferenças culturais, religiosas e étnicas, e pelo fenômeno da globalização. No encaminhamento destes problemas, atenção será dada às formulações liberal-constitucionalista, participativa, deliberativa e discursiva, em seu embate com as assim chamadas versões agregativas de democracia.

Violência, Subjetividade e Crise de Identidade
Pós-modernidade, crise de identidade e subjetividade. A questão histórica da violência no Brasil: violência e conciliação. A problemática do favor. Autoritarismo e Liberalismo no Brasil: a presença acentuada do liberalismo conservador. O atual debate sobre a violência. Violência e criminalidade. Análise de três conjunturas políticas: virada do século XIX/XX (projeto republicano), saída da ditadura de Vargas (1946) e transição do regime militar para o Estado democrático de direito. Vigência histórica dos direitos humanos na cidade do Rio de Janeiro. Estudos de caso.

Subjetividade e Identidade Política
Relações entre Antropologia, Ciência Política e Psicanálise. Construção de Identidades por diferenciação e subjetividade. As divisões da realidade social. Lugar de análise e lugar de realidade. Efeitos ideológicos e políticos das práticas sociais. A produção simbólica. O simbólico, o real e o imaginário. Produção social, produção desejante e poder.

Estados Nacionais: Formação, Teoria e História
Processo de construção dos estados nacionais. Teorias e modelos explicativos utilizados pelas Ciências Sociais, sobre as relações civis-militares, tendo em vista sua aplicação à realidade histórica latino-americana e, mais especificamente, ao Brasil Contemporâneo. Modelos sociológicos que privilegiam o papel das Forças Armadas na conformação dos estados nacionais.

Tópicos Especiais em Teoria Política I, II, III e IV

Tópicos Especiais em Interpretações do Brasil I, II, III e IV